O Santo António – quem foi?

Em Portugal, é conhecido como Santo António de Lisboa, a cidade onde nasceu. Fora de Portugal (inclusive na Espanha e no Brasil), toda a gente o conhece como Santo António de Pádua. E, de facto, foi aqui que passou os últimos anos da sua vida. Mas não foi em Pádua que morreu.

Efectivamente morreu a caminho de Pádua, no Convento das Clarissas de Arcella. Depois da Páscoa de 1231, foi para o eremitério de Camposanpiero. Quando percebeu que a morte estava próxima, pediu para o levarem de regresso a Pádua. Mas não conseguiu chegar lá. A morte veio ter com ele em Arcella, neste dia 13 de Junho de 1231.

O homem da Palavra

13 de Junho é dia de Sto. António. Homem de palavra intrépida e de uma conduta impoluta, posiciona-se como astro maior do firmamento da pregação com substância e sentido.

«Cessem as palavras e falem as obras. De palavras estamos cheios, de obras vazios».

Olhemos para a conduta deste Homem.

Deixemo-nos interpelar pela palavra da sua vida. Que foi tão eloquente como a palavra dos seus lábios.

Tudo foi breve em Santo António: a vida (não terá chegado aos 40 anos) e a canonização. Morreu a 13 de Junho de 1231 e foi canonizado a 30 de Maio de 1232. Ou seja, 11 meses e 17 dias após a morte já estava canonizado.

Parece que o próprio «Guiness Book» regista Santo António como o recordista da canonização mais rápida de sempre. Acontece que houve um santo canonizado ainda mais rapidamente: São Pedro de Verona.

Com efeito, este santo morreu a 6 de Abril de 1252 e subiu aos altares a 9 de Março do ano seguinte. Tinham-se passado, portanto, apenas 11 meses e três dias após a sua morte. O importante, porém, não é a rapidez da canonização.

O importante é a santidade da vida. E, quanto a isso, Santo António, São Pedro de Verona e todos os santos foram luminosamente exemplar.

Por José António Teixeira

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